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31 de dezembro de 2005
Novo Tempo
Há mais uma porção latente de Tempo. Tanto sadismo vindo de longe. E eu tenho que desfazer a casa para ele se alojar.
30 de dezembro de 2005
28 de dezembro de 2005
Lavar roupas
Lavar roupas equivale a prazeres artificiais. Há total isenção da alma. E, quando as águas vão mal, não há melhor alopatia.
25 de dezembro de 2005
24 de dezembro de 2005
Natal
Natal: dia de comemorar o Mundo; todo o Panteísmo. Dia das oferendas infindáveis à alma, dia de música de vidro entre os povoados do cerne. Até dona Tristeza dá um jeito nas olheiras. Mas depois... Depois das comemorações canastras, bate-me uma frigidez colossal.
23 de dezembro de 2005
Chaplin
A parte elétrica da casa faz mímicas da libido. Uma energia abraça as áreas habitáveis. Como a eletricidade da volúpia se misturando à linfa. Mais uma vez a vida imitando a Vida.
21 de dezembro de 2005
Saudade
Saudade é prorrogar o velório. Adiar o enterro. Olhar para o defunto e lembrar-se somente das qualidades do passarinho que até então era gente.
19 de dezembro de 2005
Investimento
Quero-o para saciar minha libido
Quero-o para ser a nova poltrona da sala
Quero-o para saídas e leituras...
Para brigar e me fazer sofrer.
Porque terei certeza da eficácia da droga.
Ele será parte da dieta recomendada pela nutricionista.
Tá feita a encomenda.
Quanto lhe devo?
Quero-o para ser a nova poltrona da sala
Quero-o para saídas e leituras...
Para brigar e me fazer sofrer.
Porque terei certeza da eficácia da droga.
Ele será parte da dieta recomendada pela nutricionista.
Tá feita a encomenda.
Quanto lhe devo?
11 de dezembro de 2005
Status
Pretendo gozar do meu status como o passarinho faz. A tranqüilidade de um jardim me causa inveja. Mas sou este gerúndio... Este paradoxo à inércia. Quero saber ter orgasmos perante este movimento vivo.
Frigidez
Fico frígida perante elogios que fazem jus à gramática. Estética é coisa de esteta; de lingüista. Quero idéias maravilhosas materializadas em não sei o quê.
10 de dezembro de 2005
Trabalho Forçado
A matéria tem me dado trabalho. Dias de mal-estar. Dias de vontade de "dexistir"... Mas o valioso é escapar ilesa destes empecilhos.
8 de dezembro de 2005
7 de dezembro de 2005
Brinquedo
A boneca faz mímicas da Vida. E, à medida que o encantamento impúbere surge na criancinha, a boneca vai se fatigando e sucumbe. O homem tenta imitar o fôlego da Vida. Mas o mundo humano equivale a estátuas perfeitas, enormes, bem talhadas e paralíticas.
4 de dezembro de 2005
Ao Lindeza
Uma única receita rendeu duas porções: a minha alma e a alma do Lindeza se equivalem. A noite foi maravilhosa. A matéria e a música em uníssono. A presença aguda do Lindeza promovendo bônus às iguarias da Alma.
3 de dezembro de 2005
Pérolas do joalheiro
Da última vez em que deixei Maurício tomando conta da tartaruga, ela fugiu.
...
Empurrei a Kombi e ela não pegava. Depois, depois de ter dado uma volta no quarteirão, descobri que ela não tinha motor.
...
Empurrei a Kombi e ela não pegava. Depois, depois de ter dado uma volta no quarteirão, descobri que ela não tinha motor.
1 de dezembro de 2005
( i ) mundo
Enfim resolvi as pendências deste universo paralelo cujas pretensões são atingir a coerência. Mundo de tijolos; tão certo. Tão brega quando se junta à vida. Meia de bolas com camisa xadrez. Mundo da lógica que desmoraliza a truque da vida. Mas me livrei dele. Como um convencional que, subitamente, atenta-se à Vida. UFA!
30 de novembro de 2005
Insônia
Depois de uma noite à mercê; sem papel, entreguei-me às lágrimas. Não havia outra oportunidade. Tive que chorar para atenuar um pouco o câncer da alma; a isenção do corpo e a agudez da alma.
Desisti de lutar com todo músculo da alma em prol do sono; do "off". Escancarei a janela usando a mais alta potência do desespero. O desespero, quando materializado, repercute em estouro, erosão, poluição. Assim arranjo à alma um enfeite vindo do mundo.
Estou no colo do desespero. Minhas carícias saem de suas mãos, Oh!Desespero.
E, de repente, de olho ao infinito, vem vindo um ônibus. E o ônibus é quase um truque que equivale ao inexplicável. Ele vem a desfilar sua grande vitrine de terra chinesa, se inicia perante a inércia de uma das faces do mundo e depois apaga-se como a morte ocultada por manobras humanas diante do ritual do enterro.
Desisti de lutar com todo músculo da alma em prol do sono; do "off". Escancarei a janela usando a mais alta potência do desespero. O desespero, quando materializado, repercute em estouro, erosão, poluição. Assim arranjo à alma um enfeite vindo do mundo.
Estou no colo do desespero. Minhas carícias saem de suas mãos, Oh!Desespero.
E, de repente, de olho ao infinito, vem vindo um ônibus. E o ônibus é quase um truque que equivale ao inexplicável. Ele vem a desfilar sua grande vitrine de terra chinesa, se inicia perante a inércia de uma das faces do mundo e depois apaga-se como a morte ocultada por manobras humanas diante do ritual do enterro.
26 de novembro de 2005
Esquizofrenia
Minha esquizofrenia não demanda combustível. E acho que a loucura como conseqüência de uma dose de qualquer coisa perde seu mérito. Gosto de ser - eu e meu copo d´água - este letreiro de esquizofrenia
22 de novembro de 2005
Grite, Hospital
O silêncio - uma idéia cimentada por hospitais - contradiz com qualquer tipo de enfermidade: esta sempre equivale a um berro da natureza. Uma manifestação que não se acaba antes de ser percebida. Portanto, a partir de agora, infrinja a placa e grite em hospital. Em respeito à Vida.
TeXtículos
Meus orgasmos são sempre curtíssimos. Mas agudos. Não consigo encher uma folha de pensamentos. Nunca fiz jus ao padrão. E minhas idéias têm a força que se incorpora em formiguinha.
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