Dois mil e quinze é data para arqueólogo, não?! No meu calendário clandestino, estou no ano 30. Sim, faz 30 anos que filtro o mundo e para mim, ele também tem essa idade.
(Ah! Quanta pretensão converter o Tempo em datas, aniversários...)
O Tempo é a batida intransponível do coração de cada um. Ou são as mudas da cabeça do vovô devastadas por um mau tempo fisiológico? Ou ainda o amarelo que se institui nos corpos das onças? O Tempo é a matéria de que somos feitos. Ou seriam as árvores centenárias que testemunham amassos, dilúvios, velórios e outonos?
É muito complexo ponderar o tempo. Cada um tem sua própria escala. Na infância, eu media o meu pelas pipocas remanescentes de uma sessão de desenhos, pelos dentes que caíam, pelas sextas-feiras-depois-da-escola.
Fico pensando nessa gente famosa... Como ela atualiza o respectivo calendário? Através dos zeros à direita tingidos no extrato da conta bancária?
...
– Cinquenta reais a sua corrida, senhora.
– Aqui estão. Deixa eu voar porque tô sem tempo para nada, moço. Tenha um bom dia.
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19 de setembro de 2015
8 de agosto de 2014
27 de fevereiro de 2014
Endereços e memórias
Nunca me dei bem em logaritmo tampouco em raiz quadrada. Eis o porquê d'eu não entender os endereços de Brasília.
20 de fevereiro de 2014
Coitado do professor
As novas remessas de alunos saem ainda quentinhas da chocadeira e, assim, chegam às escolas.
13 de janeiro de 2014
11 de janeiro de 2014
Som de carro
Tem gente que confunde som de carro com carro de som. Em Português, a ordem dos fatores altera o produto.
22 de dezembro de 2013
18 de dezembro de 2013
Despertador
Não é ida à escola, nem reunião com o chefe. Meu irmão põe despertador para comprar salsicha.
13 de agosto de 2011
Bullying: da escola para a vida toda
lide
Magricela, baleia, espinhento, quatro olhos, cabelo Bombril. Nem Gisele Bündchen escapou de apelidos pejorativos durante a época de escola, sendo muitas vezes chamada de Olívia Palito, somaliana e saracura. Dependendo da frequência com que são ditos e da intenção de quem os pronuncia, esses chamamentos podem representar o Bullying, cujas consequências tendem a assombrar para sempre a vida de suas vítimas.
Magricela, baleia, espinhento, quatro olhos, cabelo Bombril. Nem Gisele Bündchen escapou de apelidos pejorativos durante a época de escola, sendo muitas vezes chamada de Olívia Palito, somaliana e saracura. Dependendo da frequência com que são ditos e da intenção de quem os pronuncia, esses chamamentos podem representar o Bullying, cujas consequências tendem a assombrar para sempre a vida de suas vítimas.
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