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19 de setembro de 2015

Sem Tempo para Nada

    Dois mil e quinze é data para arqueólogo, não?! No meu calendário clandestino, estou no ano 30. Sim, faz 30 anos que filtro o mundo e para mim, ele também tem essa idade.
    (Ah! Quanta pretensão converter o Tempo em datas, aniversários...)
    O Tempo é a batida intransponível do coração de cada um. Ou são as mudas da cabeça do vovô devastadas por um mau tempo fisiológico? Ou ainda o amarelo que se institui nos corpos das onças? O Tempo é a matéria de que somos feitos. Ou seriam as árvores centenárias que testemunham amassos, dilúvios, velórios e outonos?
    É muito complexo ponderar o tempo. Cada um tem sua própria escala. Na infância, eu media o meu pelas pipocas remanescentes de uma sessão de desenhos, pelos dentes que caíam, pelas sextas-feiras-depois-da-escola.
    Fico pensando nessa gente famosa... Como ela atualiza o respectivo calendário? Através dos zeros à direita tingidos no extrato da conta bancária?
    ...
    – Cinquenta reais a sua corrida, senhora.
    – Aqui estão. Deixa eu voar porque tô sem tempo para nada, moço. Tenha um bom dia.

8 de agosto de 2014

Quando criança, não sabia da existência de janeiro. Só me inteirava do calendário diante das provas marcadas pela escola.

27 de fevereiro de 2014

11 de janeiro de 2014

22 de dezembro de 2013

18 de dezembro de 2013

Despertador

Não é ida à escola, nem reunião com o chefe. Meu irmão põe despertador para comprar salsicha.

13 de agosto de 2011

Bullying: da escola para a vida toda

lide

Magricela, baleia, espinhento, quatro olhos, cabelo Bombril. Nem Gisele Bündchen escapou de apelidos pejorativos durante a época de escola, sendo muitas vezes chamada de Olívia Palito, somaliana e saracura. Dependendo da frequência com que são ditos e da intenção de quem os pronuncia, esses chamamentos podem representar o Bullying, cujas consequências tendem a assombrar para sempre a vida de suas vítimas.