Malhar, às 8h da manhã, ao som de Naldo. Esse tipo de penitência é previsto pela Constituição?
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10 de outubro de 2014
20 de fevereiro de 2014
Adolescência hi-tech
Papai me deixou chupar bico até os dez anos, talvez com a esperança de que minha fase oral fosse superada ali. Aos 14, lembro-me de ter comprado minha última boneca. Na primeira vez que um carinha me abordou na balada, corri uma semimaratona. Mamãe nunca me presenteou com tanguinhas ou microssaias.
Felizmente, minha infância foi cum[com]prida. Não há como remanejá-la no cronograma da vida, afinal. Se bem que, não faz muito tempo, fui à Ri Happy e fiquei tentada a comprar um caixa registrador. E a ideia gotejou na minha cabeça por algumas semanas.
A sexualidade floresceu na estação mais adequada, quando minha consciência já estava mais ou menos nutrida para os impactos de tantas e intempestivas descargas de eletricidade no corpo. Não é que eu a esmagava, mas havia outras solicitações mais urgentes antes.
Como os adolescentes não vivem em colônias - às vezes os queria fora do meu trajeto na vida - tropeço, de quando em quando, em alguns. Alguns, porque eles costumam andar aos cachos. E o que vejo são brotos de supermachões cujo vocabulário enrubesce até o Cinquenta tons de cinza e garotinhas, ainda despeitadas, prostituídas pelos esboços de roupa, maquiagens, comportamento e distúrbio de realidade.
Não consigo vislumbrar a cara dos pais dessa geração - que tem iPhone como tubo de oxigênio e que caminha coreografada pelo funk ostentação.
29 de janeiro de 2014
11 de janeiro de 2014
9 de janeiro de 2014
Valesca Popozuda e o beijinho no ombro
O Beijinho no ombro, de Valesca Popozuda, pode ser filosofia de vida.
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29 de dezembro de 2013
Surpresa
Convivo com a mamãe desde a célula-ovo e ela ainda me surpreende: Carolina, vem ver o Naldo na televisão.
27 de dezembro de 2013
23 de dezembro de 2013
Repertório de pássaro
Deus podia variar o repertório dos pássaros. Um hip-hop, um funk de vez em quando.
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